“...a ele seja a glória, na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém!” Efésios 3.21

Há um ditado popular que afirma que o cliente tem sempre razão. Na igreja point esse ditado é a mais pura realidade. Muitas denominações evangélicas têm se deixado influenciar pelo pragmatismo e têm recorrido a vários métodos que, supostamente, têm “dado certo” para trazer pecadores ao “arrependimento”. O problema é que na ânsia de trazer pessoas para as igrejas, os métodos não têm sido questionados e analisados pelo crivo da "Santa Palavra de Deus".

Essa atitude, que pode ser vista abundantemente em nosso país, está longe de ser original. Fora de nossa pátria existem, por exemplo, várias igrejas ligadas a um movimento denominado “sensível aos interessados”. Essa ideia está presente em um livro que há alguns anos foi moda no Brasil, Um igreja com propósitos, de Rick Warren, Editora Vida.

Nesse livro, Warren divulga ideias como: pregar o evangelho nos termos dos incrédulos a fim de que seja agradável e fácil para eles se tornarem crentes, e mudar os métodos sempre que necessário. Para isso, ele ensina: “Estabeleça um culto com o objetivo de que os membros da igreja tragam seus amigos. E torne esse culto tão atraente, agradável e relevante aos sem igreja, que os membros de sua igreja ficarão ansiosos por compartilhar esse culto com os perdidos pelos quais eles se interessam”.

John MacArthur afirma que alguns dos gurus desse movimento aconselham inclusive a retirar do sermão todas as referências explicitas a Bíblia e ensinam nunca pedir à congregação para abrir a Bíblia em um texto específico, pois os “interessados” ficam desconfortáveis com essa atitude (cf. Pregação superficial, Revista fé para hoje, nº 32, Ed. Fiel).

 Para esse movimento, a quantidade de pessoas atraídas ao culto valida o método; afinal, os fins justificam os meios. Infelizmente não são poucos aqueles que têm aderido a esses modismos para a igreja crescer.

O problema da igreja point é que o propósito principal não é a glória de Deus, mas a salvação do perdido. Isso muda tudo. Se a preocupação primeira é fazer com que pessoas creiam, o evangelho será barateado a fim de ser agradável ao homem. Devemos estar bem convictos de que a igreja, bem como todas as coisas, existe para a glória de Deus: “...Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Romanos 11.36.

Devemos nos posicionar firmemente e deixar de lado qualquer ideia, por mais atraente que possa parecer, que retire o Senhor do centro da vida da igreja, pois Deus chama os seus pela fiel pregação da Palavra, empenhemos assim na proclamação das boas novas da salvação.

Fonte: citações retiradas da Revista: Nossa Fé, Ed. Cultura Cristã, lição 12: A igreja point, autoria de Milton Coutinho Jesus Jr.

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