“Se morrestes com Cristo para os rudimentos do mundo, por que, como se vivêsseis no mundo, vos sujeitais a ordenanças:” Colossenses 2.20

A palavra “mundo”, no Novo Testamento, às vezes, é usada no sentido verotestamentário para significar esta terra, a boa ordem natural que Deus criou. Costumeiramente, contudo, ela designa a humanidade como todo – agora decaída em pecado e em desordem moral – radicalmente oposta a Deus. Os habitantes do mundo incorrem em culpa e vergonha pelo mau uso que fazem das coisas criadas. Paulo pode mesmo falar da criação como tal gemendo pelo livramento do mal provocado pela queda de Adão e Eva:

“Pois a criação está sujeita à vaidade, não voluntariamente, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria criação será redimida do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, a um só tempo, geme e suporta angústias até agora. E não somente ela, mas também nós, que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”. Romanos 8.20-23

Os cristãos são enviados por seu Senhor (Jo 17.18) à humanidade decaída para dar testemunho perante ela a respeito do Cristo de Deus e seu Reino (Mt 24.14, cf Rm 10.18, Cl 1.6-23) e para servir em suas necessidades. Mas eles devem agir assim sem se tornarem vítima do materialismo do mundo (Mt 6.19-24, 23) e de sua falta de interesse por Deus e pela eternidade (Lc 12.13-21) e sem imitar o mundo na busca de prazer e de status acima de tudo o mais (1 Jo 2.15-17). A perspectiva e a atitude mental das sociedades humanas refletem mais o orgulho visto em Satanás, que, agora, continua a influenciá-las (Jo 14.30, 2 Co 4.4, 1 Jo 5.19. cf Lc 4.5-7), do que a humildade vista em Cristo. Os cristão, como o próprio Cristo, devem sentir empatia pelas ansiedades e necessidades das pessoas, a fim de servi-las e comunicar-lhes efetivamente o amor que Deus tem por elas.

“...educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente”, Tito 2.12

Os cristãos devem considerar-se peregrinos neste mundo decaído, através do qual estão passando momentaneamente, enquanto viajam para o lar com Deus (1 Pe 2.11). A Bíblia não sanciona nem o recolhimento monástico (que separa do mundo – Jo 17.15), nem o mundanismo (Tt 2.12). Jesus encoraja seus discípulos a imitar a engenhosidade dos não redimidos, que usam seus recursos para promover seus próprios fins, mas especifica que os objetivos próprios dos discípulos tem de ser alcançados não mediante a segurança terrena, porém com a glória celestial (Lc 16.9). Os cristãos devem ser diferentes dos que estão ao seu redor, observando princípios morais de Deus, praticando o amor e não perdendo a sua dignidade de portadores da imagem de deus (Rm 12.2, Ef 4.17-24, Cl 3.5-11). A separação dos valores da humanidade decaída e de seu estilo de vida transformada é um pré-requisito para se viver a vida semelhante à de Cristo, em termos positivos (Ef 4.25-5.17).

Fonte: Bíblia de Estudo de Genebra

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